quinta-feira, 20 de dezembro de 2012



UM 2013 CHEIO DE REALIZAÇÕES MTA SAÚDE
UMA ANO CHEIO DE VIOLINHA CAIPIRA!
SAUDAÇÕES CAIPIRAS!

sábado, 1 de dezembro de 2012

Jantar de de final de ano de 2012 do Centro Comunitário com o Grupo Patropyra

Jantar para comemorar o encerramento do ano no Centro Comunitário Maria do Rosário de Patrocínio Paulista-SP 
Ao som do Grupo Patropyra.

Vendas de convites na OCEF Consultório odontológico (16)31451299 ou no próprio centro Comunitário Maria do Rosário
R$ 20,00

Dia 14/12/2012 sexta feira
As 21 hs

Cardápio:

Arroz;
Tutu de feijão,
Costelinha de porco,
Mandioca,
Macarronada e salada verde

Bebidas a parte! 

SAUDAÇÕES CAIPIRAS!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Violeiro Zeca Collares no SESI Franca


SESI FRANCA APRESENTA 
ZECA COLLARES 



O violeiro interpreta músicas autorais que misturam a influência caipira, a barroca e a  musica contemporânea. A sessão gratuita será realizada no dia 24 de novembro às 20h
no Teatro do SESI Franca

        
        O SESI Franca apresenta no dia 24 de novembro, às 20h, o concerto gratuito Pés Descalços, do violeiro Zeca Collares. O espetáculo faz parte da programação do SESI Música – Popular, projeto itinerante do SESI-SP realizado em 15 teatros da entidade no estado.
        Com o auxilio da viola caipira e de outros instrumentos de corda, o violeiro executa suas composições autorais escritas, resultado da fusão entre a música regional brasileira, o barroco e elementos contemporâneos.

Músicos
Zeca Collares – viola caipira
Zé Marcos – violão nylons (6 cordas)
Márcio Correa – percussão 

Repertório

Manacá
Arrasta-pé Barroco
Beija-flor de Laranjeiras
Retirada
Flor de Jambo
Reencontro
Vestido de Chita
Pés Descalços
Iticororó
Da Bahia à Minas
Água Limpa
Serra da Canastra 

SERVIÇO
SESI Música – Popular 
Espetáculo: Pés descalços (Zeca Collares)
Local: Teatro do SESI Franca – Av. Santa Cruz, 2.870, Vila Scarabucci

Data e horário: sábado (24/11) ás 20h
Capacidade: 217 lugares, sendo 2 para cadeirantes.
Duração: 60 minutos
Recomendação etária: Livre para todos os públicos.
Informações: (16) 3712-1620
Entrada: Franca – os ingressos serão distribuídos ( ) antes do início da apresentação. 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Jantar Beneficente com o Gupo Patropyra Crapa Patrocínio Paulista-Sp 10/11/2012


QUEREMOS AGRADECER A CADA UM QUE COMPARECEU  NO CRAPA DE PATROCÍNIO PAULISTA-SP E FEZ COM AGENTE UMA FESTA LINDA!
REVIVENDO OS BONS E VELHOS TEMPOS DESTE SALÃO, COMO OS ANTIGOS CARNAVAIS E BAILES DANÇANTES.
E PRINCIPALMENTE POR UMA CAUSA NOBRE POIS TD FOI REVERTIDO AO LAR SÃO VICENTE DE PAULA.
INTÉ A PRÓXIMA PATROPYRADOS.




SAUDAÇÕES CAIPIRAS!



terça-feira, 16 de outubro de 2012

Jantar Beneficente em prol "Lar são Vicente" com o Grupo Patropyra


Jantar dançante á Italiana em prol do "LAR SÃO VICENTE"
Local:Salão Crapa em Patrocínio Paulista-SP
Data: 10 de novembro de 2012
Horas: 21:00 Hs


                                              Música "Ao Vivo" com o GRUPO PATROPYRA




                                  
                                         

Cardápio:

Arroz Branco
Lasanha
Canelone
Rondeli
Nhoque
Talharim
Salada Verde

Ingressos R$ 20,00 e Bebidas a parte na Ocef Reabilitação Oral Consultório Dr Carlos Rubens e Dr Erlon, Rua Major Alvaro nº1314 Centro (16)31451299 
Não deixe de prestigiar e ao mesmo tempo ajudar a quem necessita degustando de saborosos pratos e música de qualidade.
Espero todos la.
SAUDAÇÕES CAIPIRAS!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Crônica-Rubem Alves

 Tênis x Frescobol


Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?\' Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.’

Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O império dos sentidos. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: ‘Eu te amo, eu te amo...’ Barthes advertia: ‘Passada a primeira confissão, ‘eu te amo\' não quer dizer mais nada.’ É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: ‘Erótica é a alma.’

O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...

A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...

Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis:
‘Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Exemplo: com um sorriso: ‘Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo\'. A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: ‘Tens razão, minha querida\'. A situação está salva e o ódio vai aumentando.’

Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim...